DOUGLAS – O EMPALADOR

era uma fila muito grande. Uma pessoa precisaria nascer nela e manter excelentes hábitos de saúde, higiente e alimentação para viver tempo o suficiente para chegar até a metade. Porém Douglas – o Empalador, resolveu tentar.

Não era pra menos, ele tinha que pagar suas contas no guichê, afinal, seu cartão de crédito já estava atrasado e ele não aguentava mais pagar juros.

fila

Em meados do quadragésimo quinto ano na fila, Douglas – o empalador, conheceu Silvinha, que estava lá pois queria o refil do seu copo de refrigerante. Silvinha era uma moça muito simpática, teria dito a mãe de Douglas – o empalador, porém sua tia mais velha provavelmente não concordaria, dizendo que ela não passava de uma biscatezinha de segunda, contudo, Douglas – o Empalador pensou apenas que jogar conversa fora com Silvinha poderia lhe render alguma distração.

O que Douglas – o Empalador não sabia, era que Silvinha sempre recebia estranhos com golpes de kungfu, seguidos por um pedido de autógrafo (caso o estranho em questão fosse famoso) e, por fim, um caloroso abraço com ambos usando escafandros de primeira qualidade. Silvinha já vestia o seu pois havia conhecido outra pessoa poucos minutos atrás, uma imigrante russa chamada Kanoko.

Após o rígido protocolo de apresentação de Silvinha, Douglas – o Empalador, se apresentou e ambos conversaram por muitas horas sobre assuntos variados, com excessão do penúltimo, que de variado não tinha nada. Ele acabou gostando da garota e resolveu pedi-la em casamento.

Assustada com o súbito e inesperado convite, Silvinha pediu-lhe um tempo para pensar e fazer os cálculos necessários.

Ela calculou por horas e horas e chegou à conclusão que engravidaria no terceiro ano de casamento, brigaria com ele por causa da cor das cortinas no quarto e terminariam o relacionamento tragicamente no quinto com uma sangrenta luta de espadas. Não eram bons números.

Mediante tais resultados a garota viu-se forçada a dizer não.

Douglas – o Empalador, no entanto, jamais ouvira não como resposta de uma mulher caucaziana de estatura média e aproximadamente 50 quilos, por isso compôs uma extensa ópera de trinta atos manifestando sua inconformidade.

paris_opera

A ópera fora um espetáculo entre público e crítica e acabou tornando Douglas – o Empalador, uma celebridade internacional. A fortuna, porém, não foi suficiente para acalmar a dor de seu coração machucado, por isso Douglas – o Empalador resolveu que deveria enfiar a cabeça no trabalho e nas obrigações ao invés de se lançar a tais intensas emoções.

Sua carreira tinha tudo para alcançar seu auge, porém o fato de que Douglas – o Empalador não poderia deixar o seu lugar na fila para fazer turnês e divulgar seu trabalho, fez com que ele caísse no esquecimento.

Aos oitenta e nove anos de fila, Douglas – o Empalador foi finalmente atendido no guichê 2 quando morreu de tristeza e desgosto ao lembrar-se de que havia esquecido o dinheiro em casa.

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2 Responses to DOUGLAS – O EMPALADOR

  1. Gustavo disse:

    Bom pelo menos a Silvinha era boa de calculo, ele pode nao sabe mas brigar por decoraçao e outras atividades domestica eh algo importante no universo feminino, ao ponto delas perdem o tesao por nos.

  2. francisleech disse:

    Eles não poderiam fazer sexo, Silvinha acidentalmente costurou a própria vagina aos 12 anos de idade, mas vc tem um ponto, ehehhehehe

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